
Hoje quero falar sobre um tema que gera sempre muitos atritos, a religiosidade.
Para muitas pessoas, discutir sobre isso é querer discutir sobre Deus, parece algo totalmente absurdo, como se isso fosse uma grande afronta ao Todo Poderoso.
Mas religiosidade nada tem a ver com espiritualidade, com a fé em Deus. Religiosidade é uma postura pessoal, onde uma pessoa se julga merecedora da benevolência divina por acreditar que faz jus à ela devido ao seu comportamento que é norteado por certas regras sociais de conduta.
A religiosidade é um grande mal da nossa sociedade atual, e um entrave ao progresso humano e espiritual. O fanatismo sempre nasce da religiosidade, mas isso não implica dizer que toda ação ou pensamento religioso vai levar ao fanatismo. o ser humano sempre buscou um sentido para sua existência, basta estudar um pouco sobre os filósofos da antiguidade, para perceber que essa sempre foi uma grande preocupação humana: de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde iremos, são perguntas que a filosofia e a própria ciência tentaram responder e cada uma, a sua maneira, detém um fundo de verdade em suas afirmativas. O homem, como ser pensante que é, não pode fugir a isso.
o ato de pensar implica em um aprofundamento sobre o verdadeiro motivo de sua existência, requer uma atitude diante da realidade, um posicionamento no mundo, porém a grande maioria das pessoas não estão preparadas para "andarem com suas próprias pernas" e aí, entra a fé cega, a religiosidade exacerbada, que procura, a custo de doutrinas e normas na maioria das vezes rígidas e sem nexo, conservar tudo como sempre esteve. E o povo se agarra a isso, essa ideologia religiosa de que "Deus quer assim", e assim vão vivendo os homens, acreditando que a conduta vale mais do que o sentimento. Externar sua fé para que todos vejam, procurar se diferenciar dos demais através de atitudes, de vestimenta, de programas televisivos, de músicas, para os religiosos é que importa.
Aí me pergunto, se isso realmente vale tanto assim. Jesus andou com os excluídos, os mendigos, as prostitutas, os leprosos, ele fez muitos milagres, mas não deixou de agir para respeitar dogmas, doutrinas... Não foi hipócrita, como a grande maioria dos ditos "religiosos" são. Par citar um exemplo disso, tenho um colega, que como todo cristão, um dia se afastou da igreja, e aí aproveitou, traiu a mulher, andou em farras, se divertiu, até que resolveu "voltar pra Cristo", voltou a ser um religioso, e a primeira coisa que fez foi travar uma grande amizade com uma pessoa que ele não suportava... não acredito nessas transformações tão repentinas, isso chama-se Hipocrisia. O perdão é algo que é trabalhado, construído, não se opera esse tipo de milagre assim, da noite pro dia, e infelizmente é o que mais ocorre, aquele que te ferra hoje, pode virar teu melhor amigo amanhã, é só ele se converter...
Acho mesmo que isso virou mais um desabafo. Mas não dá pra acreditar que ainda existam pessoas que pensem que Deus se compra com orações e com esses atos ridículos.
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