18/06/2009

Poesia


Hoje amanheci romântica ao extremo e por isso, vou compartilhar uma poesia de William Shakespeare, que acho linda!

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!


William shakespeare

É isso aí, cumplicidade é tudo!

Falar sobre os sentimentos não é algo fácil. Aprendemos tantas coisas na escola, fazemos descobertas fascinantes sobre o universo, o cosmo, o corpo humano, as entranhas do planeta, mas não conseguimos perceber aquilo que se passa no nosso interior, os desejos, os traumas, os sentimentos, positivos e negativos, que norteiam nossa vida, nossos atos, nossas escolhas.
Somos dominados por algo que desconhecemos, e na maioria das vezes, também não nos damos conta dessa manipulação. Como, então, dizemos que somos seres livres? Onde está o livre arbítrio, se não sabemos aquilo que efetua papel regulador em nossa existência?
Boa parte de nossas vidas somos levados pelos impulsos, seja no amor, seja no consumismo, seja no ódio. Não paramos um minuto para nos questionar sobre o porquê daquela sensação, daquela necessidade... Somos meros expectadores de nossa própria vida.
No amor, esperamos aquele ou aquela que irá nos fazer felizes. No trabalho, esperamos ser reconhecidos, com os amigos, queremos ser amados... na infelicidade, o culpado é sempre o outro... Se sou dona da minha vida, por que permito que outros interfiram nela e ditem como devo me sentir?
Por que não posso amar pelo prazer de amar? Reconhecer o valor do meu trabalho, independente da opinião alheia; contar com os amigos, mas não utilizá-los como muletas.
Por que preciso pautar minhas atitudes em cima daquilo que os outros acham? Parece aquela música: “ ...provar pra todo mundo, que eu não preciso provar nada pra ninguém”. Que paradoxo!
E aí entra a questão: auto conhecimento. Como posso me conhecer se preciso agir de acordo com a opinião alheia?
O primeiro passo pra qualquer mudança parte do conhecimento sobre aquilo que precisa ser mudado. Para podermos nos conhecer precisamos errar sim, decepcionar alguns, nos decepcionarmos conosco mesmo... mas não podemos parar aí. Enxugar as lágrimas da mágoa, da decepção e recomeçar, de uma maneira bem melhor, de forma mais confiante, porque agora, sabemos exatamente aquilo que devemos mudar.
Por mais longa que seja, a vida é sempre um curto momento aqui na terra. Mesmo quem não acredita em nada sobrenatural, precisa reconhecer que, diante do tempo, nossa existência é algo veloz, e que na maioria das vezes, passa em branco, porque não aproveitamos essa oportunidade para vivermos de fato. Quando analisada sob esse ponto de vista, a gente percebe o quanto perdemos tempo precioso com sentimentos e atitudes que não levam a nada... Por que desperdiçar essa oportunidade única então?
Quando nos conhecemos sabemos exatamente como aproveitar da melhor forma esse presente, que é a nossa vida. Mas, como todo aprendiz, os erros são inevitáveis e muitas vezes necessários, porque cair faz parte do processo de aprendizagem. Mas aquele que, por medo de cair novamente, permanece ao chão, não vai conseguir ir adiante e nem conseguirá aproveitar a lição. E não, não podemos fazer a tarefa por ninguém, cada um precisa fazer o seu, e nem adianta tentar “colar” do outro, porque a avaliação não é uniforme, é pessoal e o rendimento depende daquilo que cada um consegue assimilar do que foi vivido. Com toda certeza, quando estivermos aptos, poderemos sim ajudar aqueles que encontram dificuldades no seu teste, mas para isso, já devemos ter efetuado o nosso auto conhecimento, nossa mudança interior, nosso amadurecimento humano e espiritual.

17/06/2009

Não consigo entender a traição


Hoje em dia trair virou moda.É considerado antiquado e cafona, quem assume que nunca traiu. Na realidade, pronunciar essa afirmação é correr o sério risco de cair no ridículo e ser desacreditado, afinal, quem nunca traiu?
Ser infiel independente do sexo da pessoa, atualmente as mulheres estão traindo na mesma frequência que os homens. Quando se procura uma justificativa, geralmente os traidores alegam que estão se sentindo sufocados, incompreendidos, mal-amados... Justificativas que não desculpam o ato em si. Porque a traição é algo além do envolvimento sexual com uma outra pessoa, é a quebra de um vinculo que mantém o casal unido, o vinculo da confiança, da cumplicidade. Sentir desejo por uma outra pessoa que não seja o parceiro (a) é algo normal, de certa maneira, até saudável. Todos somos humanos, somos instintos também. Mas como ser pensante que somos, temos que domesticar nossos instintos, fazê-los trabalhar em nosso proveito e não ficarmos a mercê deles.
Desejar sim, alimentar esse desejo não; a não ser que o sentimento que você tem pelo outro não exista mais. E se não existe, pra que insistir em uma relação fracassada? Pior, impedir que o outro possa ter uma chance de viver outras experiências, viver um novo amor?
Trair é não levar em consideração os sentimentos da outra pessoa. Não podemos generalizar, mas na maioria das vezes aquele que trai, julga-se indispensável ao outro, como se não pudesse deixa-lo porque isso iria fazer o parceiro sofrer ainda mais. No fundo, é tudo fruto de um grande egoísmo, ou melhor, egocentrismo, onde ele (o traidor) é o centro de tudo.
Por que é tão difícil ser sincero e deixar o parceiro livre? Apesar de entender certas justificativas, não consigo compreender o ato da traição, por maior que seja o sofrimento para quem ouve a verdade, com certeza esse sofrer é bem menor, do que sentir-se enganado, ludibriado, traído.