24/08/2009

Mais respeito, eu sou criança!


Prestem atenção no que eu digo,
pois eu não falo por mal;
Os muitos adultos que me perdoem, mas infância é sensacional!
Vocês já esqueceram, eu sei.
Por isso eu vou lhes lembrar: pra que ver por cima do muro, se é mais gostoso escalar?
Pra que perder tempo engordando, se é mais gostoso brincar?
Para quê fazer cara tão séria, se é mais gostoso sonhar?
Se vocês olham pra gente, é terra o que vêem por trás.
Para nós, atrás de vocês,
há o céu, há muito mais!
Quando julgarem o que eu faço, olhem seus próprios narizes:
Lá no seu tempo de infância, será que não foram felizes?
Mas se tudo o que fizeram já fugiu de sua lembrança,
fiquem sabendo o que eu quero:

Mais respeito, eu sou criança!

(Pedro Bandeira)

Poema


Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas,
que já têm a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos.

(Fernando Pessoa).

Religiosidade


Hoje quero falar sobre um tema que gera sempre muitos atritos, a religiosidade.
Para muitas pessoas, discutir sobre isso é querer discutir sobre Deus, parece algo totalmente absurdo, como se isso fosse uma grande afronta ao Todo Poderoso.
Mas religiosidade nada tem a ver com espiritualidade, com a fé em Deus. Religiosidade é uma postura pessoal, onde uma pessoa se julga merecedora da benevolência divina por acreditar que faz jus à ela devido ao seu comportamento que é norteado por certas regras sociais de conduta.
A religiosidade é um grande mal da nossa sociedade atual, e um entrave ao progresso humano e espiritual. O fanatismo sempre nasce da religiosidade, mas isso não implica dizer que toda ação ou pensamento religioso vai levar ao fanatismo. o ser humano sempre buscou um sentido para sua existência, basta estudar um pouco sobre os filósofos da antiguidade, para perceber que essa sempre foi uma grande preocupação humana: de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde iremos, são perguntas que a filosofia e a própria ciência tentaram responder e cada uma, a sua maneira, detém um fundo de verdade em suas afirmativas. O homem, como ser pensante que é, não pode fugir a isso.
o ato de pensar implica em um aprofundamento sobre o verdadeiro motivo de sua existência, requer uma atitude diante da realidade, um posicionamento no mundo, porém a grande maioria das pessoas não estão preparadas para "andarem com suas próprias pernas" e aí, entra a fé cega, a religiosidade exacerbada, que procura, a custo de doutrinas e normas na maioria das vezes rígidas e sem nexo, conservar tudo como sempre esteve. E o povo se agarra a isso, essa ideologia religiosa de que "Deus quer assim", e assim vão vivendo os homens, acreditando que a conduta vale mais do que o sentimento. Externar sua fé para que todos vejam, procurar se diferenciar dos demais através de atitudes, de vestimenta, de programas televisivos, de músicas, para os religiosos é que importa.
Aí me pergunto, se isso realmente vale tanto assim. Jesus andou com os excluídos, os mendigos, as prostitutas, os leprosos, ele fez muitos milagres, mas não deixou de agir para respeitar dogmas, doutrinas... Não foi hipócrita, como a grande maioria dos ditos "religiosos" são. Par citar um exemplo disso, tenho um colega, que como todo cristão, um dia se afastou da igreja, e aí aproveitou, traiu a mulher, andou em farras, se divertiu, até que resolveu "voltar pra Cristo", voltou a ser um religioso, e a primeira coisa que fez foi travar uma grande amizade com uma pessoa que ele não suportava... não acredito nessas transformações tão repentinas, isso chama-se Hipocrisia. O perdão é algo que é trabalhado, construído, não se opera esse tipo de milagre assim, da noite pro dia, e infelizmente é o que mais ocorre, aquele que te ferra hoje, pode virar teu melhor amigo amanhã, é só ele se converter...
Acho mesmo que isso virou mais um desabafo. Mas não dá pra acreditar que ainda existam pessoas que pensem que Deus se compra com orações e com esses atos ridículos.

18/06/2009

Poesia


Hoje amanheci romântica ao extremo e por isso, vou compartilhar uma poesia de William Shakespeare, que acho linda!

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!


William shakespeare

É isso aí, cumplicidade é tudo!

Falar sobre os sentimentos não é algo fácil. Aprendemos tantas coisas na escola, fazemos descobertas fascinantes sobre o universo, o cosmo, o corpo humano, as entranhas do planeta, mas não conseguimos perceber aquilo que se passa no nosso interior, os desejos, os traumas, os sentimentos, positivos e negativos, que norteiam nossa vida, nossos atos, nossas escolhas.
Somos dominados por algo que desconhecemos, e na maioria das vezes, também não nos damos conta dessa manipulação. Como, então, dizemos que somos seres livres? Onde está o livre arbítrio, se não sabemos aquilo que efetua papel regulador em nossa existência?
Boa parte de nossas vidas somos levados pelos impulsos, seja no amor, seja no consumismo, seja no ódio. Não paramos um minuto para nos questionar sobre o porquê daquela sensação, daquela necessidade... Somos meros expectadores de nossa própria vida.
No amor, esperamos aquele ou aquela que irá nos fazer felizes. No trabalho, esperamos ser reconhecidos, com os amigos, queremos ser amados... na infelicidade, o culpado é sempre o outro... Se sou dona da minha vida, por que permito que outros interfiram nela e ditem como devo me sentir?
Por que não posso amar pelo prazer de amar? Reconhecer o valor do meu trabalho, independente da opinião alheia; contar com os amigos, mas não utilizá-los como muletas.
Por que preciso pautar minhas atitudes em cima daquilo que os outros acham? Parece aquela música: “ ...provar pra todo mundo, que eu não preciso provar nada pra ninguém”. Que paradoxo!
E aí entra a questão: auto conhecimento. Como posso me conhecer se preciso agir de acordo com a opinião alheia?
O primeiro passo pra qualquer mudança parte do conhecimento sobre aquilo que precisa ser mudado. Para podermos nos conhecer precisamos errar sim, decepcionar alguns, nos decepcionarmos conosco mesmo... mas não podemos parar aí. Enxugar as lágrimas da mágoa, da decepção e recomeçar, de uma maneira bem melhor, de forma mais confiante, porque agora, sabemos exatamente aquilo que devemos mudar.
Por mais longa que seja, a vida é sempre um curto momento aqui na terra. Mesmo quem não acredita em nada sobrenatural, precisa reconhecer que, diante do tempo, nossa existência é algo veloz, e que na maioria das vezes, passa em branco, porque não aproveitamos essa oportunidade para vivermos de fato. Quando analisada sob esse ponto de vista, a gente percebe o quanto perdemos tempo precioso com sentimentos e atitudes que não levam a nada... Por que desperdiçar essa oportunidade única então?
Quando nos conhecemos sabemos exatamente como aproveitar da melhor forma esse presente, que é a nossa vida. Mas, como todo aprendiz, os erros são inevitáveis e muitas vezes necessários, porque cair faz parte do processo de aprendizagem. Mas aquele que, por medo de cair novamente, permanece ao chão, não vai conseguir ir adiante e nem conseguirá aproveitar a lição. E não, não podemos fazer a tarefa por ninguém, cada um precisa fazer o seu, e nem adianta tentar “colar” do outro, porque a avaliação não é uniforme, é pessoal e o rendimento depende daquilo que cada um consegue assimilar do que foi vivido. Com toda certeza, quando estivermos aptos, poderemos sim ajudar aqueles que encontram dificuldades no seu teste, mas para isso, já devemos ter efetuado o nosso auto conhecimento, nossa mudança interior, nosso amadurecimento humano e espiritual.

17/06/2009

Não consigo entender a traição


Hoje em dia trair virou moda.É considerado antiquado e cafona, quem assume que nunca traiu. Na realidade, pronunciar essa afirmação é correr o sério risco de cair no ridículo e ser desacreditado, afinal, quem nunca traiu?
Ser infiel independente do sexo da pessoa, atualmente as mulheres estão traindo na mesma frequência que os homens. Quando se procura uma justificativa, geralmente os traidores alegam que estão se sentindo sufocados, incompreendidos, mal-amados... Justificativas que não desculpam o ato em si. Porque a traição é algo além do envolvimento sexual com uma outra pessoa, é a quebra de um vinculo que mantém o casal unido, o vinculo da confiança, da cumplicidade. Sentir desejo por uma outra pessoa que não seja o parceiro (a) é algo normal, de certa maneira, até saudável. Todos somos humanos, somos instintos também. Mas como ser pensante que somos, temos que domesticar nossos instintos, fazê-los trabalhar em nosso proveito e não ficarmos a mercê deles.
Desejar sim, alimentar esse desejo não; a não ser que o sentimento que você tem pelo outro não exista mais. E se não existe, pra que insistir em uma relação fracassada? Pior, impedir que o outro possa ter uma chance de viver outras experiências, viver um novo amor?
Trair é não levar em consideração os sentimentos da outra pessoa. Não podemos generalizar, mas na maioria das vezes aquele que trai, julga-se indispensável ao outro, como se não pudesse deixa-lo porque isso iria fazer o parceiro sofrer ainda mais. No fundo, é tudo fruto de um grande egoísmo, ou melhor, egocentrismo, onde ele (o traidor) é o centro de tudo.
Por que é tão difícil ser sincero e deixar o parceiro livre? Apesar de entender certas justificativas, não consigo compreender o ato da traição, por maior que seja o sofrimento para quem ouve a verdade, com certeza esse sofrer é bem menor, do que sentir-se enganado, ludibriado, traído.

10/06/2009

A saúde do povo brasileiro

Não sei até quando seremos utilizados como massa de manobra pelos governantes que, em tese, deveriam representar os direitos de todos os cidadãos.
O que vemos são desrepeitos aos direitos básicos do ser humano, como alimentação, saúde, segurança.
A saúde, por exemplo, nunca foi olhada pelo Governo, como algo importante e fundamental. Seu valor sempre esteve vinculado ao resultado que ocasionaria aos negócios, ao mercado. Ou seja, se determinada doença afetava a plena realização do comércio, o governo providenciava medidas de forma a minorar e afastar tal ameaça ao desenvolvimento capitalista. Infelizmente a área da saúde nunca ocupou um lugar central na política em nosso país.
Até mesmo a CPMF, esse imposto que nós, brasileiros, tivemos que ser obrigados a pagar, os recursos advindos dele deveriam ser, teoricamente, para subsidiar a saúde e implementar as ações voltadas para essa área. Porém, no ano de sua implantação o Governo Federal descontou do orçamento do tesouro, da parte destinada a área da saúde, o valor corresponde a expectativa do que seria arrecadado, ou seja, ficou na mesma, já que ao invés de somar, foi diminuído.
Ainda há muito para ser feito. Necessário se faz, que se desvincule a idéia de que saúde correspondente somente a cura da doença. Ela está ligada a muitos fatores, que na maioria não são resolvidos com medicação, como a pobreza, a precarização do trabalho, o ambiente poluído, a má alimentação e muitos outros fatores que se relacionam com o bem estar do cidadão.
Para melhorar a saúde é preciso que se invista na qualificação da vida do cidadão, melhorando a infra-estrutura, a educação, fornecendo uma melhor condição trabalhista, cuidando do meio ambiente e muitas outras ações que devem ser tomadas em conjunto para que, assim, se garanta a saúde plena do indivíduo.




Apresentação

Bom, confesso que sou meio novata nessa área... Mas como acho que tudo parte de um começo, vou iniciar contando um pouco sobre mim...
Estou quase chegando chegando na casa dos 30... e por mais que eu procure enfrentar essa transição com serenidade, de vez em quando bate umas paranóias do tipo: e agora? sozinha, pacata, caseira... será que eu devo "aproveitar" melhor? sair mais? namorar mais? e mais um monte de coisas... mas quando penso nisso, lembro também que nunca achei minha vida assim tão ruim. Sempre fui muito romântica, então por muito tempo acreditei em principe encantado, até o dia em que ele virou um sapo...rsrsr...... Agora, estou menos exigente, mas ainda sim tá dificil, o mercado anda muito competitivo e acho que ainda não sei usar direito minhas armas....rsrsrs...
Tenho duas filhas lindas, o melhor presente que a vida me deu ( e o sapinho tb...rsrsr)... Mas sinto que ainda posso viver muitas coisas legais... Acho que esses grilos que batem deve ser porque completar trintas anos é algo profundo na vida de uma mulher, principalmente hoje, onde somos obrigadas a estar sempre em forma, donas do próprio nariz, independentes emocionalmente, amiga, mulher, mãe e etc...
Temos que ser boas em tudo, e as vezes, só queremos ser compreendidas e aceitas como somos, com nossas inseguras e neuroses....
Será que é tão difícil assim encontrar alguém que queira compartilhar uma vida normal conosco? Viver a rotina do dia-a-dia que, mesmo não tendo nada de fantástico, é tão seguro e confortante...
É, acho que ainda tem uma gota de romantismo circulando em mim....
Então nem tudo ainda está perdido...
Sinceramente, essa era uma tentativa de apresentação e acabei divagando sobre outras coisas... Tudo bem, essa aí também sou eu, complexa e simples, que aprendeu a desconfiar dos outros, depois de algumas decepções, mas ainda traz sonhos e desejos e talvez ainda acredite em magia... na magia que vem do amor....